Grão Mestre Geral Francisco Murilo Pinto, faleceu em 21 de janeiro de 2001.
O Soberano Grão-Mestre Geral Francisco Murilo Pinto, natural de Fortaleza (CE), nasceu em 25 de novembro de 1929 e foi chamado ao Oriente Eterno em 21 de janeiro de 2001.
Foi iniciado na Maçonaria em 2 de dezembro de 1978, na Loja Maçônica “Universitária”, no Oriente de Bragança Paulista (SP). Desenvolveu toda a sua trajetória acadêmica e profissional na cidade de São Paulo, onde construiu uma carreira marcada pela retidão, pelo saber jurídico e pelo compromisso com a Justiça.
Magistrado desde 1963, exerceu com distinção a judicatura até alcançar o cargo de Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, aposentando-se após longa e honrada carreira. Atuou também como advogado, consolidando-se como referência no meio jurídico.
Em 1993, foi eleito Grão-Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil (GOB), tomando posse em 24 de junho daquele ano, como o 31º Grão-Mestre Geral titular eleito e, considerando os Adjuntos em exercício e os interinos, o 50º a ocupar o mais elevado cargo da Maçonaria regular brasileira.
Em razão do trabalho firme, visionário e agregador à frente do Grande Oriente do Brasil, foi reeleito em 1998 pelo povo maçônico. Faleceu em 21 de janeiro de 2001, aos 72 anos de idade, em pleno exercício do mandato, apenas seis meses após o falecimento do Grão-Mestre Geral Adjunto, o Irmão Joferlino Miranda Pontes.
Diretrizes de sua Gestão
A administração do Soberano Irmão Francisco Murilo Pinto foi pautada por três grandes objetivos estratégicos:
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O fortalecimento das relações maçônicas internacionais;
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O fortalecimento dos Grandes Orientes Estaduais;
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O incremento e a evolução da Cultura Maçônica.
No campo das relações Inter obedienciais, o Grande Oriente do Brasil viveu um período de intensa atividade diplomática. O número de Tratados de Mútuo Reconhecimento e Amizade com outras potências maçônicas mais que duplicou em relação ao cenário encontrado no início de sua gestão. Destaca-se, ainda, o início dos tratados com as Grandes Lojas Estaduais brasileiras, começando pela Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo (GLESP), então representada por seu Past Grão-Mestre Salim Zugaib, encerrando uma situação de velada hostilidade que perdurava havia mais de 70 anos.
No âmbito do fortalecimento dos Grandes Orientes Estaduais, o Grão Mestrado Geral incentivou e viabilizou condições para que essas potências se estruturassem administrativa e patrimonialmente, promovendo a construção de sedes próprias e o consequente fortalecimento das Lojas jurisdicionadas.
Como exemplo emblemático, o Grande Oriente do Brasil – Paraná prestou homenagem ao Soberano Irmão Murilo, denominando seu edifício sede como “Grão-Mestre Geral Francisco Murilo Pinto”, em reconhecimento à sua contribuição decisiva.
A Evolução Cultural Maçônica
No campo cultural, as realizações foram profundas e duradouras. Segundo o próprio Soberano Irmão Murilo, somente por meio da evolução cultural a Maçonaria poderia retomar o papel de destaque social que já exercera no passado.
Foi nesse espírito que se implantaram iniciativas inéditas no Grande Oriente do Brasil, entre as quais se destacam:
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A criação da Revista Cultural Minerva Maçônica;
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A instituição do Conselho Federal de Cultura;
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A implantação de rituais de todos os Ritos, fundamentados em estudos históricos sérios e em literatura fidedigna;
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A criação do Museu Maçônico e da Biblioteca do GOB, em Brasília, dotados de modernos conceitos museológicos e biblioteconômicos;
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A descentralização da Cultura Maçônica por meio do Curso Integrado de Maçonaria Simbólica do GOB, levado a praticamente todo o território nacional.
Por essas razões, Francisco Murilo Pinto entrou para a História como o Grão-Mestre da integração maçônica nacional e internacional e da evolução cultural, um binômio que recolocou o Grande Oriente do Brasil no caminho de seus mais elevados destinos.
Dia Internacional do Maçom
Por meio do Decreto nº 003, de 10 de fevereiro de 1995, o então Grão-Mestre Geral Francisco Murilo Pinto atendeu à recomendação das mais importantes potências maçônicas do mundo, instituindo oficialmente no âmbito do GOB a comemoração do Dia Internacional do Maçom em 22 de fevereiro, data plena de fundamentos históricos e maçônicos.
Mais informações:
https://redecolmeia.com.br/2020/02/21/dia-internacional-do-macom-e-sua-historia-22-de-fevereiro/
Nota Final
O texto acima foi, em sua maior parte, baseado na matéria publicada na Revista Minerva Maçônica, Ano IV, nº 9, páginas 13 e 14, de autoria do saudoso Irmão José Castellani, com o propósito de reverenciar a memória do Soberano Irmão Francisco Murilo Pinto – Expressão de Uma Época no Grande Oriente do Brasil, por ocasião do aniversário de seu falecimento.
Ao Soberano Irmão Murilo, nossa eterna saudade.
(A:FC/R:CRS)
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