Templários na fundação de São Paulo?

Muitos não sabem as curiosidades que existem por trás da história de São Paulo e o significado da bandeira da cidade de São Paulo, mas a cruz da Ordem de Cristo estampada na bandeira paulistana é uma herança direta da Ordem dos Cavaleiros Templários, ou dos “Cruzados”, mas você vai descobrir e explicaremos o porquê.

 
Como muitos sabem, os templários foram aqueles homens responsáveis pela expulsão dos muçulmanos da Península Ibérica, e pela retomada da dominação cristã naquela região europeia, além é claro, das cruzadas em toda a Europa Medieval e o Oriente-Médio.
 
Eles eram aventureiros, cavaleiros e guerreiros cristãos que se guerreavam em prol da expansão do cristianismo pelo mundo.
 
A organização da Ordem dos Templários existiu por dois séculos(1118-1312), pois em 1312 o Papa Clemente V aboliu a Ordem do Templo. Estes cavaleiros templários estavam estabelecidos em Portugal desde o ano de 1122, onde tiveram papel importante na reconquista e na construção de inúmeras fortalezas em Portugal.
 
Devido a grande contribuição que os templários tiveram em Portugal, o Rei Dinis I se recusou a perseguir os templários, e após dialogar com o papa, foi estabelecido então uma nova Ordem para os Templários, mas que seria agora obediente ao rei português. Sete anos depois da abolição, é criado a “Ordem de Cristo” para os templários em Portugal no ano 1319, e inicia-se então uma nova “Cruzada”, mas desta vez em águas marinhas, sendo Portugal o primeiro país ultramarino da história.
 
Com isso, a recém formada Ordem de Cristo viria a crescer em importância e poder em Portugal.
O Reino de Portugal estabeleceu que a Ordem de Cristo teria direito às terras descobertas e conquistadas, além de uma parte dos lucros.
 
E isso incentiva a Ordem de Cristo em expandir os domínios portugueses, com isso a expansão de Portugal, em especial a capitânia de São Vicente(atual São Paulo) está diretamente ligada a Ordem de Cristo.
 
Você já deve ter visto em muitas pinturas da chegada da Ordem nas velas dos navios, Martim Afonso de Sousa, que era da Ordem, oficializou(povoado já existente) em 1531 a primeira vila da América Portuguesa, juntamente com Brás Cubas, Antônio Rodrigues e João Ramalho(naufrago que já habitava a região) ,que tinha grande amizade com o Cacique Tibiriçá, batizando-a de “São Vicente”, Graças às medidas tomadas por Martim Afonso de Sousa, São Vicente tornou-se a primeira vila e município da América Portuguesa fundada pela Ordem, visto que, no dia 22 de agosto de 1532, se elegeu a primeira câmara de vereadores e a primeira eleição democrática das Américas.
 
Iniciou-se a cultura da cana-de-açúcar e Martim Afonso ordenou a instalação no Engenho dos Erasmos a construção do que afirmamos ser um Castelo(Destruído por Cavendish).
 
A missão dos cavaleiros da Ordem de Cristo não era meramente colonizar como nos é ensinado, mas em expandir o Cristianismo por meio do Reino Português, pois era esse o papel dos cavaleiros templários de outrora, ou seja, a presença portuguesa no que hoje é São Paulo é também uma consequência direta das novas cruzadas e da expansão cristã.
 
Fundada a vila de São Vicente, era o momento de começar a explorar o gigantesco continente da América Portuguesa. Daquela região litorânea de São Vicente, partiram as primeiras expedições vicentistas da Ordem para o interior, inclusive, o comboio que fundaria a cidade de São Paulo.
 
Na região do planalto paulista, na aldeia de Piratininga governada pelo Cacique Tibiriçá fundaram os jesuítas, por ordem do Padre Manuel José da Nóbrega, o Colégio de São Paulo, destinado à conversão dos índios, o qual esteve na origem da atual cidade de São Paulo.
 
Até o meio do século seguinte, São Paulo quase não tinha importância no contexto geral da colônia, desenvolvendo apenas a agricultura de subsistência, porém, os descendentes vicentinos e paulistas daqueles grandes exploradores que se casaram com as nativas guaianases, herdaram as características sertanistas, aventureiras e exploratórias de seus antepassados da Ordem de Cristo e da extinta Ordem do Templo que se mesclando-se com técnicas indígenas de sobrevivência, tal resultado fez com que se originasse as “Bandeiras”.
 
O termo “bandeirantes” se deve ao fato das expedições serem sempre conduzidas por uma bandeira com as insígnias representativas do chefe da expedição ou mesmo a bandeira da Ordem da Cruz de Cristo, conforme consta no atual brasão da cidade de São Paulo.
 
Em 1603, Benedito Bastos Barreto cita sobre os bandeirantes paulistas: “nas matas nunca d’antes desbravadas tinham a mesma naturalidade daqueles que as ostentavam em suas caravelas quando singravam os mares nunca d’antes navegados”.
 
Logo no começo do século XVII, os bandeirantes começaram a exploração dos arredores de São Paulo em busca de minérios, principalmente na região do Pico do Jaraguá, e descobriram ouro, tal descoberta dessas expedições fizeram com que eles ampliassem os limites conhecidos da antiga colônia, incorporando ao atual Brasil diversos territórios que, de acordo com o Tratado de Tordesilhas, pertenciam à Espanha, além da descoberta de ouro pelos paulistas no que é hoje Minas Gerais.
 
Onde quer que fosse os bandeirantes paulistas, era transportado com eles a bandeira da Ordem de Cristo, a capitânia São Vicente tinha na sua bandeira, o símbolo da Ordem da Cruz de Cristo, até por meados 1719.
 
Os paulistas sempre tiveram características exploratórias e interiorizadoras, tal fato pode ser explicado justamente por conta daquela cultura e tradição que foi repassada de geração em geração, começando por bandeirantes, passando para os tropeiros até chegar nos boiadeiros, todos possuem origem paulista e o mesmo espírito explorador, aventureiro e sertanista.
 
Até pelo menos 1987, a cidade de São Paulo não tinha uma bandeira oficial, com exceção do brasão.
 
Foi instituída em 5 de março de 1987 pelo prefeito Jânio Quadros, mas sempre mantendo o formato original. Antes dela, a bandeira era toda branca com o brasão da cidade ao centro, atualmente ela traz a Cruz da Ordem de Cristo e ostenta o brasão do município no centro sobre círculo de branco que está debruado de vermelho.

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fernando

Fernando Colacioppo (Coordenador da Rede Colmeia) http://redecolmeia.com.br/2019/04/11/fernando-tullio-colacioppo-sobrinho/

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