História GLESP – A Potência

Uma das instituições mais desenvolvidas do mundo com 216 tratados de reconhecimento mútuo junto as Potências regulares do Universo, a Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo (GLESP) conta com mais de 23 mil obreiros e mais de 800 lojas no Estado de São Paulo.

Além de desenvolver ações de grande relevância social por intermédio das suas Lojas e das entidades que patrocina, a GLESP mantém excelentes relações com as instituições da sociedade paulista, procurando participar e apoiar iniciativas que promovam o bem-estar social, a justiça e a paz entre os homens.

Sem deixar de cultuar o respeito e a reverência às tradições da Ordem e à riqueza de sua história, a GLESP mantém-se em constante sintonia com o presente e procura preparar-se para o futuro. Para a GLESP, o ontem, o hoje e o amanhã constituem os vértices de um triângulo cujo sentido maior é o aprimoramento moral e espiritual do homem, em qualquer lugar e em qualquer tempo.

A História da GLESP

Desde os primórdios, a Maçonaria brasileira teve participação ativa em importantes capítulos da história nacional, como no processo de Independência, na Abolição da Escravatura e na Proclamação da República. Mantendo essa tradição a GLESP teceu em sua trajetória, estreitas relações com fatos e acontecimentos que marcaram o País. Ao longo de sua existência, a instituição e seus membros tanto exerceram influência sobre fatos e movimentos históricos, quanto sofreram as suas consequências.

Sede em São Paulo

Década de 20

O mundo passa por profundas transformações na política, economia, artes e sociedade. É a época em que as classes médias do mundo inteiro, inclusive, no Brasil, emergem e reivindicam maior participação nas tomadas de decisões.

Formada principalmente por pessoas oriundas deste segmento, a Maçonaria brasileira se fortalece e se engaja em causas progressistas, representativas dos ideais da Igualdade, Liberdade e Fraternidade. Mário Behring, então Presidente do Supremo Conselho do Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito para o Brasil – ocupou tal cargo de 1922 a 1933 – ao voltar de um congresso na França, constatou que a Maçonaria no Brasil não era praticada como no resto do mundo, ou seja, com a organização de Potências Simbólicas de jurisdições menores.

Tomou, portanto, a iniciativa de criar um movimento que daria, algum tempo depois, origem às Grandes Lojas brasileiras. Estava aberto o caminho para a instalação da Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo. No dia 2 de julho de 1927, no Templo Centenário, pertencente à Loja Amizade, n° 1, na Rua Tabatinguera, 37, foi realizada a sessão de instalação da GLESP, para cuja direção foi nomeada uma administração provisória. Como primeiro Grão-Mestre, foi designado o Irmão Carlos Reis, que tomou posse na mesma sessão. Também foi decidido que a sede da Grande Loja teria, a princípio, aquele mesmo endereço.

A família Reis

Entre 1927 e 1950, a GLESP esteve sob a direção dos Reis. O mandato do primeiro Grão-Mestre durou quatro anos, de julho de 1927 a agosto de 1931, quando ocorreu a primeira eleição direta para o cargo mais alto da Maçonaria paulista.

Na ocasião, foi eleito Benjamin Reis, irmão carnal de Carlos Reis. O segundo Grão-Mestre da GLESP teve dois mandatos, que duraram 15 anos. Em 1944, após nova eleição, foi eleito Grão-Mestre Carlos Reis Filho, que permaneceu no cargo até maio de 1950.

O período foi marcado por grandes mudanças na sociedade brasileira. Em 1937, por exemplo, com a instauração do Estado Novo promovida pelo então presidente Getúlio Vargas, a Maçonaria brasileira foi impedida de atuar, e a GLESP interrompeu suas atividades durante dois anos e nove meses.

Durante a administração dos Reis, por razões diversas, a sede da Grande Loja mudou de endereço por três vezes. Em julho de 1940, quando a Ordem voltou a funcionar normalmente, os membros da GLESP passaram a reunir-se em sua quarta sede, na Rua Bresser, 1.145. A instituição permaneceu nesse local até 1949.

Novos tempos

Em 1950, a GLESP assistiu à eleição do Irmão Alcides do Valle e Silva, primeiro Grão-Mestre que não pertencia à família Reis. Dentre suas realizações, destaca-se a criação, em 1952, de um jornal distribuído mensalmente para obreiros e Grandes Lojas do País e do exterior e que mais tarde daria origem à revista A Verdade. Em 1953, a GLESP mudou-se para a sua primeira sede própria, na Rua São Bento, 405, ficando nesse local até dezembro de 1958.

Em 1956, foi eleito para quinto Grão-Mestre o Irmão Francisco Rorato, uma das figuras mais brilhantes da Maçonaria brasileira. O Irmão Rorato dirigiu a GLESP com muita coragem, dinamismo e determinação.

Seu sonho era erigir uma sede para a Grande Loja condizente com a importância, tradição e papel histórico da instituição. Após a aquisição de um terreno na Rua São Joaquim, 138, no bairro da Liberdade, deu-se início ao projeto e, posteriormente, às obras de construção do novo Palácio Maçônico. Reeleito para um segundo mandato em 1959, Francisco Rorato conseguiu concluir a obra.

Sede definitiva

O Palácio Maçônico ficou pronto em janeiro de 1960, e a GLESP mudou para a nova sede, agora definitiva – a nona desde a da Rua Tabatinguera. No dia 21 de abril de 1961, o Palácio Maçônico que mais tarde viria a ter o nome do seu idealizador, foi inaugurado oficialmente.

Em 1962, foi eleito Grão-Mestre o Irmão Washington Pelúcio, que se empenhou em saldar as dívidas geradas pela construção da nova sede da GLESP e em desenvolver um modelo de administração adequado às exigências do novo espaço. O Irmão Pelúcio foi reeleito em junho de 1965, mantendo-se na direção da GLESP até 1968.

Expansão da GLESP

Sucedendo o Irmão Pelúcio, em junho de 1968, o Irmão Jair Celso Fortunato de Almeida deu continuidade aos esforços de ampliação do número de oficinas filiadas à GLESP.

Quatro anos depois, em 1971, quando já tinha sido abolida a possibilidade de reeleição do Grão-Mestre, o Irmão Alberto Zoffmann assumiu a direção da entidade e manteve a mesma filosofia de expansão adotada na gestão anterior.

Em junho de 1974, foi eleito Grão-Mestre, mais uma vez e para um mandato de três anos, o Irmão Francisco Rorato. Após esse triênio, em 1977, o Irmão Rorato deu lugar ao nono Grão-Mestre eleito, o Irmão Erwin Seignemartin, contabilizando 180 oficinas em todo o Estado de São Paulo.

O Irmão Mário Proietti assumiu o cargo de Grão-Mestre em junho de 1980. Durante sua gestão, desenvolveu um programa de visitações semanais às lojas da capital e do interior, além de reformular a revista A Verdade.

Encerrado o mandato do Irmão Mário Proietti, em 1983, a jurisdição da GLESP foi ampliada com mais 40 lojas, totalizando 220 oficinas maçônicas. Em seu lugar, assumiu o Irmão Walter Ferreira, cujo mandato se estendeu até 1986 e foi marcado pela preocupação com a modernização da Grande Loja.

Em junho de 1986, elegeu-se como décimo-segundo Grão-Mestre o Irmão Orpheu Paraventi, que, dentre outras iniciativas, estabeleceu um roteiro de visitações às lojas, aproximando-as da administração; reorganizou os trabalhos dos distritos maçônicos; iniciou a informatização da Grande Loja; reformou algumas instalações do Palácio Maçônico Francisco Rorato e nomeou diversas comissões para estudos da estrutura da instituição. De 1989 a 1998, a Grande Loja teve três Grão-Mestres: Salim Zugaib,

 
 
 
 
 
 
 
 

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