Luiz Gonzaga parte para o Oriente Eterno na madrugada de 02 de agosto de 1989, com 76 anos de idade, em consequência de parada cardíaca por pneumonia.


LUIZ GONZAGA (Rei do Baião)

Pernambucano do Século XX ETERNO CANTADOR

Currículo Maçônico
O Irmão Luiz Gonzaga é Iniciado, na Maçonaria, na A∴R∴L∴S∴ “Paranapuan” Nº: 1477, do Grande Oriente do Brasil, Or∴ da Ilha do Governador/RJ, do Rito Moderno” ou “Francês”. Aprendiz Maçom: em 03 de abril de 1971
Tendo como seu “padrinho” o Irmão Florentino Guimarães, membro do quadro da Loja Paranapuan.
Grau de Companheiro Maçom: Elevado em 14 de dezembro de 1972
Grau de Mestre Maçom: Exaltado em 05 de dezembro de 1973.
Na Maçonaria dos Altos Graus ou Filosóficas, foi iniciado no Grau 4, em 29 de agosto de 1984. No Subli ∴ Cap∴ “Paranapuan”, jurisdicionado ao Supremo Conselho do Brasil para o REAA.
G∴ A∴ D∴ U∴, nos seus desígnios, requisitou o irmão Luiz Gonzaga para uma outra missão.
Sofrendo de câncer na próstata e osteoporose, passou 42 dias internado no “Hospital Santa Joana”, na cidade de Recife. Agravados seus males físicos, viajou para o Oriente Eterno na madrugada de 02 de agosto de 1989, com 76 anos de idade, em conseqüência de parada cardíaca por pneumonia.

Sob comovente manifestação popular, seu corpo foi velado na cidade do Recife, e transportado inicialmente para a cidade de Juazeiro do Norte, CE, onde recebeu as bênçãos do Padre Cícero de quem era muito devoto, e daí para sua cidade natal, em Exu, onde foi sepultado.

Acácia Amarela é uma composição maçônica.

A música “Acácia Amarela” nasceu em 1981.

Além de Cantar o Nordeste, Luiz Gonzaga homenageia com esta música a grande família justa e perfeita na qual admiro muito! Para os leigos, Luiz Gonzaga Era Maçom, e Fez essa Melodia para a Maçonaria!

O Irmão Luiz Gonzaga, achando oportuna uma homenagem musical à Maçonaria, elaborou a letra e o tema musical. O Irmão Orlando Silveira deu algumas sugestões e harmonizou a melodia.

Concluído o trabalho, a gravação foi feita em 1982, e incluída no elenco do CD “Eterno Cantador”, da etiqueta RCA-Victor. E regravado em CD em 1998, com arranjo de “Orlando Silveira e execução vocal de Luiz Gonzaga”.

Em 1997 o Grande Oriente do Brasil através do Projeto Classes Musicais, por ocasião do encontro “Compasso para o Futuro”, gravou a mesma com a Orquestra Sinfônica e Coral Baccarelli e a regência e arranjos do Maestro Sérgio Kuhlmann.


ACÁCIA AMARELA

“Ela é tão linda é tão bela
Aquela acácia amarela
Que a minha casa tem
Aquela casa direita
Que é tão justa e perfeita
Onde eu me sinto tão bem

Sou um feliz operário
Onde aumento de salário
Não tem luta nem discórdia
Ali o mal é submerso
E o Grande Arquiteto do Universo
É harmonia, é concórdia
É harmonia, é concórdia”.

De acordo com o Irmão José Castellani em seu livro “Dicionário Etimológico Maçônico”. No Egito, as acácias eram árvores sagradas e tinham o nome hieroglífico de shen; na Fraternidade Rosa-Cruz, ensina-se que a acácia foi a madeira usada na confecção da cruz em que Jesus foi executado; segundo o Tabernáculo hebraico, eram feitos de madeira de acácia: A Arca da Aliança (Êxodos, 25 – 10), a mesa dos pães propiciais (Êxodo, 25 – 23) e o altar dos holocaustos (Êxodo, 27 – 1).

Na maçonaria, além de ser o símbolo da Grande Iniciação, representa, também, a pureza e a imortalidade, além de ser o símbolo da ressurreição, por influência da tradição mística dos árabes e dos hebreus.

BIOGRAFIA
O cantor, compositor e sanfoneiro pernambucano Luiz Gonzaga em foto de 1984

O Irmão LUIZ GONZAGA NASCIMENTO (Rei do Baião)

Filho de Januário, lavrador e sanfoneiro, e de dona Santana, nasceu 13 de dezembro de 1912, na Fazenda Caiçara, município de Exu, sertão de Pernambuco. Foi iniciado em 03/04/1971 na Loja Paranapuan (Ilha do Governador/RJ).

Foi um compositor popular. Aprendeu a ter gosto pela música ouvindo as apresentações de músicos nordestinos em feiras e em festas religiosas. Quando migrou para o sul, fez de tudo um pouco, inclusive tocar em bares de beira de cais. Mas foi exatamente aí que ouviu um cabra lhe dizer para começar a tocar aquelas músicas boas do distante nordeste.

Pensando nisso compôs dois chamegos: “Pés de Serra” e “Vira e Mexe”. Sabendo que o rádio era o melhor vínculo de divulgação musical daquela época (corria o ano de 1941) resolveu participar do concurso de calouros de Ary Barroso onde solou sua música “ Vira e Mexe” e ganhou o primeiro prêmio. Isso abriu caminho para que pudesse vir a ser contratado pela emissora Nacional.

No decorrer destes vários anos, Luiz Gonzaga foi simbolizando o que melhor se tem da música nordestina. Ele foi o primeiro músico assumir a nordestinidade representada pela a sanfona e pelo chapéu de couro. Cantou as dores e os amores de um povo que ainda não tinha voz.

Nos seus vários anos de carreira nunca perdeu o prestígio, apesar de ter se distanciado do palco várias vezes. Os modismos e os novos ritmos desviaram a atenção do público, mas o velho Lua nunca teve seu brilho diminuído. Quando morreu em 1989 tinha uma carreira consolidada e reconhecida. Ganhou o prêmio Shell de Música Popular em 87 e tocou em Paris em 85. Seu som agreste atravessou barreiras e foi reconhecido e apreciado pelo povo e pela mídia.

Mesmo tocando sanfona, instrumento tão pouco ilustre. Mesmo se vestindo como nordestino típico (como alguns o descreviam: roupas de bandido de Lampião). Talvez por isso tudo tenha chegado onde chegou. Era a representação da alma de um povo… Era a alma do nordeste cantando sua história… E ele fez isso com simplicidade e dignidade. A música brasileira só tem que agradecer…

No dia 13 de dezembro de 1912, uma sexta-feira, nasce na fazenda Caiçara, no sopé da Serra do Araripe, município de Exu, Estado de Pernambuco, divisa com os estados do Ceará e Piauí.

Luiz Gonzaga do Nascimento, o segundo de nove filhos do casal Januário José dos Santos e de Ana Batista de Jesus, que na pia batismal da matriz da cidade de Exu, recebe o nome de “Luiz” (por ser dia de Santa Luzia) “Gonzaga” (por sugestão do vigário) e “Nascimento” (por ter nascido em dezembro, também mês de nascimento de Jesus Cristo).

Em 1920, aos oito anos de idade, substitui um sanfoneiro em festa tradicional na fazenda Caiçara, no Araripe, Exu, a pedido de amigos do pai; canta e toca a noite inteira e, pela primeira vez recebe o que hoje se chama cachê; o dinheiro, 20$000, amolece o espírito da mãe, que não o queria sanfoneiro.

A partir daí, os convites para animar festas ou sambas, como se dizia na época, tornam-se freqüentes.

Antes mesmo de completar 16 anos de idade, “Luiz de Januário”, “lula” ou “Luiz Gonzaga” já é nome conhecido em Araripe e em toda a redondeza, como: Canoa Brava, Viração, Bodocó e Rancharia.

Em 1929, vira “escoteiro” e apaixona-se por uma mulher a contragosto da mãe, de quem leva uma surra e foge de casa para a cidade do Crato.

O revoltado “Luiz Gonzaga do Nascimento” fica sabendo que as Forças Armadas estão recrutando voluntários. Era isso o que queria. Não pensa muito e alista-se no primeiro posto de alistamento do Exército Brasileiro. O ano, 1930. Explode a revolução nos estados do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraíba.

O então soldado “Gonzaga” nº 122, corneteiro, segue com o 2º Batalhão de Caçadores para a cidade de Souza, estado da Paraíba; ainda em missão, segue para as cidades de Belém, estado do Pará, e Teresina, estado do Piauí; e depois para os Estados do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Ganha fama no Exército Brasileiro e um apelido: “Bico de Aço”, por ser exímio corneteiro.

Em 1939, dá baixa do Exército Brasileiro e, aventureiro, segue para São Paulo; desembarca na Estação da Luz e, nas imediações compra a sua primeira sanfona “branca” (todas as suas sanfonas seguintes seriam de cor branca) de 120 baixos.

Nesse mesmo ano volta para o Rio de Janeiro, onde faz amizades e inicia a carreira artística, divertindo marinheiros e desocupados em geral no Mangue, lugar também muito freqüentando por malandros e prostitutas.

Explode a segunda grande Guerra Mundial, o Brasil é literalmente invadido pela música estrangeira, principalmente a norte-americana.

Em 1940, conhece o guitarrista português Xavier Pinheiro e outros artistas que, como ele, disputam a duras penas um lugar ao sol; toca todo tipo de música, de “blues” a “

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