ASPECTOS DA INTELECTUALIDADE MAÇÔNICA

A Maçonaria como qualquer outra entidade cultivadora da Moral, Ética, Legalidade e Virtudes, também exige de seus adeptos conhecimentos que possam engrandecê-la e também enriquecê-los em todas as áreas, disciplinar, material, espiritual e intelectual.

Seu objetivo dentre muitos outros, é prestigiar o estudo em busca da Verdade para continuação da caminhada através dos séculos, aproximando seus membros do GADU.’., que, por sua vez, alcança também toda a humanidade.

Para atingir essa finalidade possui sua própria doutrina consubstanciada em princípios e postulados fundada em símbolos e alegorias, oferecendo uma visão celestial, intelectual e também de matéria para que o obreiro encontre seu próprio rumo para compreendê-la e possa executar todos seus ensinamentos.

Toda essa dinâmica repousa em várias ciências, em especial na Filosofia, escalonadas em graus nas etapas onde o estudo anterior prossegue no posterior

É a escada de Jacó.

Podemos afirmar assim, que a Sublime Ordem exorta o maçom a um estudo progressivo e dividido em graus com o propósito de facilitar a compreensão de cada tema, quer seja filosófico, simbólico, alegórico, espiritual ou esotérico ou ainda físico no momento oportuno.

Esse sistema é adotado em qualquer rito maçônico que seja reconhecido em maior ou menor dimensão.

Cada grau tem sua própria história e relata um momento da vida maçônica começando pela aprendizagem até o último grau do rito eleito e executado na oficina imposto pela Potência correspondente.

Em se tratando do REAA.’., é de se notar, que todo esse critério é aceito, como não poderia deixar de ser, nos Altos Graus ou Graus Superiores, que se inicia no 4” e vai até o 33”, dividido em Perfeição, Capítulo, Kadosh, Consistório e o final 33” – Supremo Conselho – Grande Inspetor Geral (33”)

Daí para frente é o Infinito e cada maçom procurará seu próprio método para o aumento de pureza, tolerância e conhecimento da matéria e do espírito até o dia da viagem para o Or.’. Et.’.

Aquele que sempre trilhou na doutrina maçônica, por certo, encontrará a feliz morada celestial eterna !

Na verdade, com a implantação da Maçonaria Especulativa ou Intelectual no começo do Século XIII (1717-1724), a consciência da época dirigiu-se para os estudos aprofundados de todas as ciências, especialmente as humanas, filosofia, política, literatura,psicologia e afins, sempre com a preocupação de aumentar o acervo de sabedoria da Ordem.

Buscou aquele movimento figuras de cultura comprovada para suas fileiras gerando um clima na sociedade de respeito e de alta relevância no cenário da elite intelectual da época.

A Sublime Ordem cresceu e passou a ter grande destaque no meio social e foi naqueles tempos que iluministas famosos ingressaram na Fraternidade espalhando sabedoria com o detalhe conhecido por “ Iir.’. Aceitos ”, pois não vieram da Maçonaria Primitiva e por esta foram acolhidos, surgindo o Departamento Especulativo a que se refere o vigésimo quarto artigo do Código Landmarks de Mackey, assim disposto: “ A fundação de uma ciência especulativa, segundo métodos operativos, o uso simbólico e a explicação dos ditos métodos e dos termos neles empregados, com propósito de ensinamento moral, constitui outro Landmarks. A preservação da lenda do Templo de Salomão é outro fundamento deste Landmark.”

Percebe-se assim, que esses grandes pensadores clássicos como Francis Bacon, René Descarte, Montesquieu,John Locke, Voltaire, Rousseau, Baruch Spinoza, Kant e tantos outros influenciaram a cultura maçônica que foi ampliada especificamente por autores renomados da Fraternidade como C. W. Leadbeater, Jules Boucher, Jean Palou, Jorge Adoum, Marius Lepage ,etc. No Brasil encontramos rica bibliografia da Ordem com realce para Rizzardo da Camino, David Caparelli, Nicola Aslan, Sergio Pereira Couto, José Castellani, Xico Trolha, Alfério Di Giaimo Neto e muitos outros do mesmo quilate que acenderam e acendem luzes nos conhecimentos da Ordem.

São doutrinadores e interpretes dos mistérios maçônicos, integrantes de boa parte da intelectualidade da Ordem Fraternal e de grande utilidade pela divulgação da nossa cultura.

São merecedores de nossa gratidão!

José Geraldo de Lucena Soares, M∴I∴ – 33º
ARLS FRATERNIDADE JUDICIÁRIA, 3614 – GOB-SP – GOB

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