O LUXO NA VISÃO MAÇÔNICA

A palavra “Luxo” emana do latim ( luxus, us – s.m.) e exprime a ideia de suntuosidade, magnificência e tudo que impressiona como demonstração de riqueza material.

O luxo está vinculado a algo que nos seduz e poucos têm a força de resistir aos seus encantos, pois provoca um sentimento de beleza no cenário onde se encontra instalado, porque também nos conduz à contemplação da Arte.

Esse exame do Belo que encerra geralmente o Luxo, nem sempre é bem visto pelos desafortunados eis que provoca um sentimento de desequilíbrio de riquezas entre o ostentador luxuoso e aquele que não tem condições de cultivá-lo pela falta de recursos materiais para nivelar-se.

Daí a maneira ou forma de vivência luxuosa trazer algumas ou mesmo muitas vezes a inveja e recalque, e, como consequência, conflitos sociais deflagrados, cujos desfechos nem sempre são satisfatórios.

A História está repleta de contos luxuosos e até nossa Sublime Ordem também o adota em sua vida administrativa com prédios ou palácios suntuosos e outros objetos dos mais valiosos que os adornam.

Evidencia-se a importância dessa ostentação como expressão artística e até mesmo de Poder. Aliás, o Poder Terreno sempre esteve ligado ao luxo, separando seu detentor perpétuo ou temporário das camadas sociais que lhes são submissas.

Na verdade, grande parte da sociedade admira o fausto e outra se mostra indiferente mas a maioria gostaria de usufruí-lo, embora possa não demonstrar.

Todavia, a vida luxuosa contém uma grande parcela de utilidade. Além de representar às Belas Artes como estímulo para os olhos eruditos e também para a audição musical, como quadros de Rafael, Rembrandt, Da Vince, Michelangelo,Van Gogh, Portinari e tantos outros, propiciam igualmente os sonhos e poesias das musicas de Franz Schubert, Wagner, Claude Debussi e Chopin. Monumentos de Michelangelo e do próprio Leonardo Da Vince e outros renomados clássicos sempre encantaram os sentimentos artísticos dos amantes do Belo.

Registra um dos ensinamentos maçônicos que o luxo significa pompa, viço, esplendor sendo a expressão daquele sentimento que nos faz amar o Belo; é também a perfeição da higiene que torna o corpo digno da alma que o rege. Ao invés de corromper os costumes, se praticado com dignidade, o luxo pode até recuperá-los, pois serve muitas vezes de contrapeso a avareza, impulsionando o progresso e amor a vida física e espiritual.

O luxo é, pois, uma forma marcada pelo apreço a beleza com o propósito de despertar um grande sentimento de satisfação pessoal.

É como vejo a aceitação do luxo na Maçonaria, smj.’.

 

José Geraldo de Lucena Soares, M∴I∴ – 33º
ARLS FRATERNIDADE JUDICIÁRIA, 3614 – GOB-SP – GOB

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